sexta-feira, 25 de setembro de 2009

“you gotta” fight for your right “to party”


Não perca seu tempo lendo. (isso)

Ultimamente o terrorismo vem me assombrando.
Eu não funciono bem com terroristas e tirando os caras do Irã, Iraque, Coreia do Norte e aqueles que terminam em “tão” e começam com “casaquis”, acho que não funciona pra ninguém.
Eu ando meio pscico com isso. Mas tem certas coisas que adoram aterrorizar a “vida alheia”. Principalmente a minha. Sou presa fácil. (confesso)


Tem gente sábia que diz: “você tem duas opções na vida, ser feliz ou não” pergunto: e quando a gente decide ser feliz, mas, tem um porém no meio testando a tal “felicidade” o tempo todo?

A resposta para essa pergunta é tão, tão, tão complexa...
Eu sei que tem um monte de gente fugindo completamente do papo “auto-ajuda”, eu tb sou uma delas. Agora, quando empaco com uma questão...
Xiiiiii! E quando são mais de uma questão, Xiiiiiiiiiiii, fudeu!

Aquela coisa toda de “não existe luz sem escuridão”. Mas pra mim. chega!
Cansei desses testes, sério, eu vou ter que descer ao cúmulo da ira, ter vontade de trucidar alguém pra poder descobrir o que é paz de espírito?
E quem me garante que eu vou gostar de ter paz de espírito?
Eu não quero virar um monge. (Embora tenha passado mto pela minha cabeça, mesmo se quisesse não seria aceita) rs.

(Será que to ficando louca?)
Uma sensação de não ter sossego, esse mar de gente se trombando
na praça de alimentação, essa selva de pedra!
Ok, que quando começo a reclamar, me imagino trabalhando na 25 de Março e a fobia passa.

Sempre essa culpa católica (não sou católica, mas tenho culpa). Parei de fumar por culpa, como pode alguém querer um pulmão novinho: eu, BELA, fumando. Como pode alguém passar fome e eu blá blá blá. Culpa quando reclamo por coisas idiotas e Tb culpa por me por em Último lugar na fila. (Sei bem o que isso quer dizer.) Acredite: a pior culpa é quando fazemos algo contra nós. Essa dói e estou acostumada. MAS PRA MIM TAMBEM CHEGA! Cansei de levar o mundo nas costas. Não tenho perfil pra isso. (Eu tenho, mas não conte a ninguém.)

Tento fazer minha parte, e assumo que está difícil. Que coisa absurda! Quando chega segunda, eu quero que seja sexta. Reclamo que nunca tenho tempo, mas quando tenho, quero que o tempo voe.

Já imaginou sua vida sugada por um aspirador de pó? Não?

Não sei porque estou escrevendo aqui, no meio de uma tarde de
quarta (linda) e chuvosa. Precisava desabafar, talvez?

Será que eu sou tão infantil ao ponto de responsabilizar um universo todo?
Eu sei que eu sou, mas será que não dá pra dividir esse lance com alguém?
(Eu sei que não).

Todos os lugares por onde eu passo sempre alguém diz:
“Precisa encontrar um equilíbrio”.
Acho que vou pôr um anúncio nos classificados pra ver se ele aparece. Se alguém souber do paradeiro do mesmo, por favor, me avise. Obrigada.


P.S. 1: Preciso de férias.

Um monge do Zen budismo disse: “Quer descobrir a resposta, ela está debaixo dos seus pés”. Juro que achei que ele ia continuar a frase.
Mas era só isso mesmo.

P.S. 2: Faz 5 dias que estou olhando a sola dos pés.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Confesso.
Riso de boca escancarada.
Escandalosa! Fala gritando.
Quase sem costumes, quem a conhece pensa que é segura de si.
sem medo e, por mais que tivesse, ninguém ousaria duvidar.
Encara tudo e todos com sutiã 44 e salto agulha.
Sim, ela vê tudo do pedestal do salto alto.
Com ar de quem não precisa de ninguém,
mas nunca viveu sozinha.
Se basta, se conhece, acredita.
O tempo tem nome de agora.
Ela é um misto de ousadia com inconsequência.
Apaixonada por detalhes, gostos, rostos, cheiros, coisas,
filmes, mar, musica, mato, gente, tudo.
Insana! Constrói a própria forca!
Dança na rua, em cima mesa, não tem vergonha, nenhuma.
Sempre dá as caras.
Experimenta, reinventa, se reconstrói.
Faz mágica num piscar de olhos.
Ela é muito melhor que eu. Confesso.
Se pelo menos eu não a escondesse
dentro desta que eu finjo ser.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Sou daquelas que tinha vontade de rir quando não podia. Hoje com 30 anos, ainda tenho que me segurar. Quando quebrava algo em casa, eu que levava a culpa, por rir na hora do nervosismo. Era tão inoportuno que, quando perdi minha avó, ao receber a fatídica notícia, eu ri feito louca. (Eu amava minha vó, acreditem).

Ao longo dos anos, terapia, e todos aqueles CDs de “controle sua mente”. Finalmente me tornei “adulta”. Mas minha mente é incontrolável. Hoje não dou mais risada quando fico nervosa. (Médio, às vezes ainda faço isso.)

Agora o assunto é outro... eu chamo de “teletransporte musical”. Talvez seja uma fuga. Que tirando os psicólogos que não fazem isso NUNQUINHA (eu duvido), acho que todo mundo faz.
A última é que tô andando com um jukebox no lugar do cérebro. Sim, eu estou.

Quando acordo, lá está ela de prontidão e fica tocando até quando vou dormir. Não tem botão de off. Ela acompanha meu humor, os dias da semana... é uma loucura! E olha que eu nem tenho que escolher a música no catálogo (eu acho).

Uma amiga estava me contando sobre a briga séria que teve com o namorado, e do nada uma música triste, fazendo trilha para o diálogo começar...
Pior se fosse uma música feliz, tipo Olodum.
Não lembro direito a música, mas acho que foi algo do tipo “Everybody hurts do R.E.M.” - o choro é iminente. Ufa, afinadíssima com a situação.
Pra completar, eu chorei, sim, eu chorei! Ela deve ter achado tremenda sensibilidade da minha parte. (Eu sou sensível!)

No trabalho, outro dia no meio de uma reunião (daquelas que você se sente um vaso sem planta), eis que surge Aretha Franklin com suas backing vocals cantando “Respect”. Tive que fazer um esforço tremendo pra não cantar a parte do “just a little bit”. Juro que essa música caiu como uma luva!

Acredite, tem sempre música pra tudo, elas que são responsáveis por dar “mais emoção” aos meus dias.
Eu não sei até onde isso vai, ou se de repente vai acabar pra dar lugar pra outra “maluquice”. Enquanto isso, eu vou me divertindo... Viu só, ta começando a tocar “Elvis” agora.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Paixão.

Logo eu que sempre gostei de você.
Briguei até o fim pra te defender de outros, do mundo,
do meu mundo, do nosso.

Doei minhas roupas, pra vestir as suas.
Andei descalça em chão de brasa.
Comi da sua comida favorita,
Engoli suas músicas, suas vontades, provei do teu gosto.
dormi na sua cama, em outras camas.

Abandonei minha casa, meu corpo, minha sala de estar.
Levitei, tantas vezes. Me fez sorrir.
Correr sem olhar pra trás. Dançar de olhos fechados.
Deixei o preto, pra brincar de colorido.

Perdi o ar, o chão, me perdi.
Então eu odiei mais do que achei que pudesse e
Amei, bem mais do que fosse capaz.

Eu sempre estava ali o tempo todo
Se foi pra sempre, sempre.
Me deixou no seu reflexo.
Feliz de volta.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Eu lembro de tudo isso
eu escovava os dentes
Estávamos esperando chegar aquela latrina dupla conjugada
era lilás e azul Aruba. Ela sempre dizia "Azul Aruba" como o mar de Aruba.
combinando com os azulejos de losangos do banheiro
o bom ar era sempre lavanda, floral te fazia espirrar
minha coleção de gibis do pateta ficavam já entre o bidê e a privada
eu lia um por dia era sagrado
a vida era tão doce.
Doce como os bolinhos de chuva que você trazia da sua tia
eu limpava a canela do canto da sua boca.
A gente sempre esquecia de comprar guardanapos
nunca sabíamos se o papel toalha era mais caro ou barato
Ela sempre faltava na aula de economia doméstica
Fechava sempre o meu requeijão antes mesmo
que eu terminasse de comer.
Gostava de geléia francesa, caríssima, cada pote da geléia
daria pra eu comer do meu requeijão o ano todo.
Brigamos muito, até aprendermos que requeijão com geléia era perfeito.
Como nós, doce e salgado.
Comprávamos marca carrefour
o papel toalha eu até aceitava
mas insisti pra não comprar o cereal assim
o cereal parecia um bloco imenso de açúcar
lembra qdo fomos ao doutor?
"vc é diabético?" ele perguntou
eu falei que não
"agora é!" ele respondeu
vc passou a ter outro motivo pra reclamar
os respingos que caiam fora do vaso...
a vida era doce demais
mas isso nunca abalava a gente
suas calcinhas penduradas no registro do chuveiro nunca me incomodaram
eu tirava e colocava na pia quando precisava tomar banho
mas acabou... tudo não passa de memória
bem que o doutor disse que cada um tinha que ter o próprio banheiro mesmo.

continua...

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